| História das Palavras Cruzadas |
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A imagem escaneada da expressão "palavras cruzadas" em hieróglifos, além de um outro fato tão surpreendente quanto esse: a existência de um diagrama de hieróglifos muito semelhante ao das cruzadas atuais. |
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Desenhe Aí, Escriba: "Palavras Cruzadas"
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Além do livro An Ancient Egyptian Crossword Puzzle, um outro trabalho científico teve uma importância decisiva para determinar que a primazia da idéia do cruzamento de signos lingüísticos em inscrições deve mesmo ser atribuída aos antigos egípcios. Trata-se do artigo Acrostiches et Mots Croisés des Ancients Égyptiens (Acrósticos e Palavras Cruzadas dos Antigos Egípcios), do professor J. J. Clère, publicado na revista de Arqueologia Chronique d'Égypte (Crônica do Egito), número 25, em janeiro de 1938.
Nesse artigo de 24 páginas, comentado no livro do professor Zandee, são mostrados dois fragmentos de texto de uma estela que pode pertencer à XXI dinastia (1085 - 950 a.C) ou à XXII dinastia (950 - 820 a.C.), ambos apresentando a mesma estrutura de forma e conteúdo da estela de Neb-wenenef. A diferença reside no número de acrósticos: em vez de apenas uma coluna de hieróglifos com sentido completo, há várias delas, bem separadas umas das outras. Nas colunas aparecem títulos ou denominações das figuras representadas na parte superior da estela. No mesmo artigo é revelada a existência da estela de Paser, uma pedra de calcário atualmente exposta no British Museum (Museu Britânico) e datada da XX dinastia (1200 - 1085 a.C.), mais especificamente do reinado do faraó Ramsés VI, que durou de 1141 a.C. a 1133 a.C. Na parte inscrita da estela, situada abaixo das imagens, uma linha horizontal contém uma dedicatória. Nela se encontram hieróglifos que, segundo Clère, só podem ser traduzidos como ... "palavras cruzadas" ("escrita para ser lida de duas maneiras" ¾ pelo contexto, os sentidos vertical e horizontal). Veja a reprodução desses hieróglifos, abaixo: |
"Palavras cruzadas" em egípcio antigo
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A surpresa maior fica reservada ao texto introduzido por essa linha, gravado na parte inferior da estela. Ele foi inteiramente dividido em pequenas casas quadradas pela colocação de linhas horizontais e verticais em toda a sua extensão. Dentro das casas, o escriba gravou os hieróglifos (até 5 deles por casa). No processo de tradução, descobriu-se que a informação passada na linha superior indicava realmente o modo de entender o texto: se ele for lido no sentido horizontal, torna-se compreensível, linha a linha; e se for lido no sentido vertical, o mesmo acontece, coluna a coluna. Sem nenhuma exceção. E cada casa ou grupo de hieróglifos da estela faz parte de uma frase horizontal e de outra vertical.
Segundo o professor Zandee, cada símbolo da escrita hieroglífica podia ser usado para representar um ideograma, símbolo que expressa idéia, uma sílaba ou ... uma letra ¾ no último caso, exatamente como ocorre na escrita ocidental moderna. Essa flexibilidade tornava ideal a antiga escrita egípcia, do ponto de vista da construção dos cruzamentos. |
| A tumba de Ramsés VI é a mais comprida existente no Vale dos Reis. Seu teto foi pintado com figuras de divindades terrestres em barcos solares e com belos motivos astronômicos. Veja abaixo a imagem do hall de entrada do sarcófago. |
Túmulo de Ramsés VI
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| Na próxima página, veja a reprodução de uma parte do "texto" dessa estela, que é também a maior "cruzada" de hieróglifos conhecida. |
| Referências |
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An Ancient Egyptian Crossword Puzzle, Jan Zandee, Ex Oriente Lux, Leiden, 1966 Imagem do túmulo de Ramsés VI reproduzida, com permissão de Christopher Corfman, do antigo site Blueleaf Design Site do Theban Mapping Project |
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Páginas iniciais: Roteiro Romanceado | História | Índice
| Ancestrais | As "Cruzadas" Egípcias
Autor: Sérgio Barcellos Ximenes
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