| História das Palavras Cruzadas |
| Notícias curiosas sobre o automóvel, as estrelas de Cinema e as pessoas famosas, publicadas pelo jornal nova-iorquino The World (O Mundo) em abril e maio de 1913. |
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Carros que Matam, Estrelas que Fascinam
Aconteceu nos EUA ¾¾¾¾¾¾ |
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Henry Ford foi o pioneiro da indústria automobilística nos Estados Unidos. Em 1903, aos 40 anos de idade, fundou a Ford Motor Company, implantando o processo de produção em série baseado na linha de montagem e na padronização das peças componentes do produto final. Idéias, aliás, de autoria do próprio Ford, e que foram decisivas na popularização do novo meio de transporte.
Outra providência importante nesse sentido foi o estabelecimento de um baixo preço para o produto: Ford acreditava que a melhor maneira de difundir seus modelos seria fazer com que os próprios empregados tivessem condições de comprá-los. Assim, em 1913, o automóvel Ford começava a ganhar o mundo. |
Os modelos da Ford ganham o mundo
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| Veja abaixo três modelos de automóveis anunciados nas páginas do jornal The World em 1913. O primeiro é um carro de "primeira classe", conversível, que custava cerca de 2.000 dólares. O segundo é um utilitário para transporte de carga. E o terceiro, um carro especial ("incomparável") para as mulheres, que naquela época não tinham direito de voto, mas podiam comprar carros e dirigi-los. |
Carros topo de linha em 1913
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| Qualquer cidadão que tivesse dinheiro para comprar um automóvel podia fazê-lo. Depois, bastava tirar uma licença (dependendo do Estado, nem isso) e sair dirigindo, sem passar por nenhum curso de habilitação. O resultado era previsível: desastres, atropelamentos, feridos, mortos. Nas edições diárias do World, em abril e maio de 1913, ficaram registradas várias tragédias causadas pela inexperiência dos motoristas, fator que se somava à falta de sinalização e de controle adequado de tráfego, e também (presume-se, embora essa hipótese nunca fosse levantada) aos defeitos mecânicos daqueles modelos tão primitivos. |
Sai da frente ...
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Vale lembrar que, em 2001, a indústria automobilística brasileira realizou 13 recalls (chamadas de proprietários, com seus veículos, às oficinas mecânicas autorizadas para realizar a troca de peças originais defeituosas). Em 1913, a hipótese de falha mecânica jamais era cogitada na descrição dos acidentes, mas certamente os problemas de fábrica devem ter sido responsáveis por uma boa percentagem daqueles desastres.
Alguns motoristas eram levados a julgamento, mas a falta de leis específicas deixava muitas dessas tragédias sem uma solução justa para as vítimas e seus familiares. O problema tornou-se tão grave que várias associações civis e até mesmo o Congresso passaram a se preocupar com ele. Na primeiro texto mostrado abaixo, com o título "A Carnificina Deve Parar", o secretário da Sociedade Protetora das Estradas Nacionais declarava: "Algo deve ser feito para pôr um termo à carnificina em nossas estradas". No segundo texto, um senador declarava cinicamente à comissão destinada a propor regras de trânsito: "Os motoristas e os chaffeurs de Nova Iorque podem vir a cortar algumas cabeças, aqui e ali, mas isso faz parte do negócio em que milito". No texto final, o presidente da supracitada sociedade solicitava ao governador do Estado de Minnesota que lutasse por um projeto de lei bloqueado no Senado, o qual obrigaria todo motorista norte-americano a tirar uma licença para dirigir. O título da matéria: "Para Pôr um Fim ao Massacre dos Automóveis". |
A luta contra a "carnificina"
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| Embora os homens causassem a maioria dos acidentes, a folclórica visão masculina da imperícia feminina ao volante já começava a se estabelecer. Com o título de "As Mulheres Tornam-se Desmioladas Dirigindo Carros", a matéria seguinte do World registra a opinião de uma autoridade da época, segundo a qual "quando se trata de dirigir automóveis nas ruas, as mulheres são a coisa mais estúpida que se pode imaginar": |
Crítica às mulheres ao volante
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Em 28 de dezembro de 1895, os irmãos Lumière projetaram os primeiros filmes da história do Cinema, em Paris. As películas tinham no máximo dois minutos de duração e mostravam cenas da vida real. A exibição de maior impacto foi "A Chegada do Trem à Estação", que assustou vários espectadores pelo realismo das cenas. No Brasil, a primeira apresentação pública de um filme realizou-se na cidade fluminense de Petrópolis, em 1º de maio de 1897. Coincidentemente, um dos filmes nacionais mostrados durante essa exibição pioneira foi a chegada de um trem na estação daquela cidade.
O primeiro filme de ficção da história do Cinema ("Vida de um Bombeiro Americano") foi lançado nos Estados Unidos em 1902; no ano seguinte, no mesmo país, teria início a produção industrial de filmes de cinema. No começo da década de 10, essa indústria ainda estava longe do grau de dominação do mercado mundial atualmente alcançado. O próprio "sistema de estrelas" (star system), centrado na exposição pública dos artistas e na transformação desses profissionais em ídolos populares, ainda não havia nascido. Mas estava para nascer. Em 1911, a primeira revista para fãs de Cinema, a Photoplay, era lançada. E em 1913, a primeira aparição pública de astros e estrelas do Cinema norte-americano viria a gerar um registro histórico nas páginas do jornal The World. O evento destinava-se a angariar fundos para as vítimas de enchentes que assolaram alguns Estados daquele país, no final de abril e no início de maio de 1913. Dizia a notícia: "Uma característica inédita do espetáculo será a primeira aparição pública dos homens e das mulheres que se fizeram famosos como heróis e heroínas dos romances e das façanhas apresentadas nos filmes. Eles mostrarão como um drama filmado é produzido e representado". Repare que a palavra movie (filme de cinema) ainda era grafada entre aspas. Para confirmar o ineditismo da apresentação, a matéria informava que a principal estrela da época, Alice Joyce, era conhecida dos apreciadores da Sétima Arte "somente como uma foto". Iniciava-se ali o "sistema de estrelas" (star system), que hoje caracteriza o bilionário negócio do Cinema norte-americano. |
O início do star system
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| Outra notícia do World revela que 1913 era um ano em que a simples filmagem de um casamento virava notícia de primeira página. O casamento aconteceu em Denver, mas os parentes viviam em Salt Lake; a saída foi gravar a cerimônia em película, para que o filme preservasse o momento da união e fosse exibido mais tarde aos amigos e parentes do outro Estado. |
O início de um hábito moderno
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| E os políticos, espertos como sempre, já percebiam o valor do novo recurso de mídia na divulgação dos atos de governo. O prefeito nova-iorquino, Gaynor, foi o primeiro participar de uma filmagem em que, evidentemente, suas virtudes como governante eram exaltadas no texto lido diante da câmera. |
O início do marketing político no Cinema
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| Tudo o que é novo gera oposição. E a contestação ao Cinema veio de várias frentes. Primeiro, os moralistas, preocupados com as cenas mostradas nas telas, que atingiam os espectadores de um modo direto e alcançavam uma penetração popular inconcebível no Teatro, a arte visual então dominante. Os legisladores da Califórnia chegaram ao detalhismo de proibir que os filmes mostrassem imagens de mulheres com saias esvoaçantes, levantadas pelo vento. Isso num tempo em que o costume impunha o uso de meias compridas por baixo das longas saias. |
O início da censura no Cinema
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| A segunda objeção partiu dos médicos. Na matéria "Os Filmes e os Olhos", reproduzida do periódico Outlook, lia-se: "A opinião de consenso entre os oculistas é que um homem com a visão normal pode seguramente suportar quatro sessões semanais de 30 minutos cada uma, sem apresentar nenhum ou quase nenhum sintoma desagradável, ou algum efeito maléfico permanente. Mas o fã do Cinema fica sujeito a nervos oculares estressados, com as conseqüentes dores de cabeça, indigestão e outras queixas nervosas genéricas". |
O mal que os filmes fariam aos olhos
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Curiosamente, o modismo das palavras cruzadas geraria a mesma preocupação por parte dos oculistas, como será mostrado na seção relativa à decada de 20.
Os juízes também se preocuparam com os efeitos dos filmes. Alguns deles foram bem mais radicais que os oculistas. A manchete do World deixava claro: "Os Filmes Transformam as Crianças em Ladras, Diz a Corte". Segundo o juiz Ryan, do bairro do Brooklyn: "A maneira mais fácil de uma mãe fazer de seu filho um ladrão é dar dinheiro a ele para que vá assistir aos shows. O menino se torna tão fascinado por eles que, quando os pais não mais fornecerem o dinheiro, ele o obterá roubando". As afirmações foram feitas durante o julgamento de um rapaz de 14 anos que confessara o furto de um relógio, trocado depois por dinheiro que lhe permitiu assistir a uma sessão de Cinema. |
O mal que os filmes fariam às crianças
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| Nada disso representaria um obstáculo à popularidade da nova diversão. Menos de três anos depois, a capa de janeiro de 1916 da revista Photoplay trazia a seguinte afirmação: The magazine for the 13.000.000 people who attend photoplay theatres every day (A revista para as 13.000.000 de pessoas que vão ao cinema diariamente). |
A revista Photoplay
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| Em 1913, o lendário Buffalo Bill (pseudônimo artístico de William Frederick Cody) ainda estava vivo. Seu circo de variedades do Velho Oeste incluía índios verdadeiros. Cinco deles desfilaram a cavalo pelas ruas de Nova Iorque, juntamente com rapazes e moças vestidos à moda faroeste, para divulgar o espetáculo. O agente de imprensa de Buffalo Bill, questionado por policiais sobre a ausência de permissão para realizar a "parada", desconversou dizendo que aquilo não era uma propaganda do circo, mas apenas um passeio normal, feito com as roupas que vestiam habitualmente. |
O circo de Buffalo Bill
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| No lado sério da Arte, outras lendas encontravam-se ativas naquele ano. O tenor italiano Enrico Caruso apresentava-se na famosa Metropolitan Opera House, na mesma semana em que o regente italiano Arturo Toscanini conduzia a orquestra da casa na obra Don Pasquale. O maestro regeu aquela orquestra entre 1908 e 1915. |
Enrico Caruso e Arturo Toscanini
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| Segundo o World, as "estrelas mais bem-sucedidas do mundo da ópera, incluindo os diretores e regentes", ganhavam "uma remuneração que supera a soma paga pelo ano de cinqüenta e duas semanas de trabalho de grandes executivos da área comercial ou de outros setores, como o Direito e a Medicina". Naquele ano, 1913, Caruso ganhou US$ 210.000,00 pela temporada em teatros e pelos direitos fonográficos; a soprano Geraldine Farrar era a segunda na lista, com ganhos de US$ 85.000,00. |
O prestígio dos cantores de ópera
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| O filho do inventor Thomas Edison, este o inventor da lâmpada incandescente e do fonógrafo, não era, pelo visto, tão talentoso quanto o pai, ainda vivo naquele ano. |
O filho trapalhão de Thomas Edison
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| Winston Churchill, o futuro herói britânico da Segunda Guerra Mundial, já participava da política inglesa havia algum tempo. Nascido em 1874, Churchill se tornara Primeiro Lorde do Almirantado em 1911, depois de ser deputado e ministro. Em 1913, ele se viu obrigado a depor ante o Comitê Marconi, formado para investigar a compra de ações, por parte de políticos britânicos, de uma empresa norte-americana, na época em que o governo inglês negociava o mesmo serviço de radiotransmissão sem fio com uma empresa nacional. Churchill defendeu-se com a veemência típica dos políticos e, indignado, deixou a sala ao final da contestação. No final, todos foram inocentados. |
A acusação a Winston Churchill
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| O capitão norueguês Roald Amundsen, que atingira o Pólo Sul em 1911, continuava a viajar com o "Fram". A primeira notícia informa sobre seu pedido de autorização especial para cruzar o canal do Panamá, que em 1913 ainda não estava concluído. Outra notícia registra a concessão de uma pensão vitalícia de 1.600 dólares por ano ao navegador, decidida pelo parlamento norueguês. |
Notícias sobre Amundsen
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| Naquele ano ocorria a primeira das duas grandes tragédias da vida de Isadora Duncan, ambas causadas por automóveis. A bailarina norte-americana, tida como a criadora da dança moderna, estava em Paris quando o motorista que levava os dois filhos da estrela (um casal) no carro perdeu a direção e deixou o veículo cair num rio. O título da notícia: "Filhos de Isadora Duncan Afogaram-se Lentamente. Esforços frenéticos para salvar os pequeninos, cujos rostos podiam ser vistos dentro do carro, foram frustrados". |
A morte dos filhos de Isadora Duncan
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A dor causada pelo acidente fez a artista cancelar os compromissos na Europa e na América do Sul. Em 1927, desta vez na cidade francesa de Nice, outro automóvel entraria no destino de Isadora. Durante um passeio automobilístico, o longo cachecol usado pela dançarina em torno do pescoço ficaria preso à roda traseira do veículo. Isadora teve morte instantânea.
Outra lenda dos palcos, a francesa Sarah Bernhardt, apresentou-se aos 68 anos no Palace Theatre, interpretando um papel numa peça e impressionando a platéia pela vitalidade. |
A Divina Sarah aos 68 anos
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| A passagem da Divina Sarah por Nova Iorque fez com que os extremos da arte se encontrassem. Aproveitando a oportunidade, o empresário e aventureiro Buffalo Bill apresentou seu Show do Velho Oeste exclusivamente para a atriz e seus convidados, no Madison Square Garden. Pela primeira vez, uma audição especial estava sendo concedida a alguém que não pertencia à nobreza, já que Buffalo Bill somente realizava shows especiais para membros da realeza, como a Rainha Vitória, da Inglaterra. Segundo o repórter, a atriz teria apreciado especialmente os índios e os cavalos bravios. |
O show especial de Buffalo Bill
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| Helen Keller era outra celebridade ainda viva em 1913. Nascida em 1880, Helen perdeu a audição e a visão com um ano e meio de vida. Educada a partir de 1887 por Anne Sullivan, uma professora de cegos, aprendeu a ler, escrever e a falar ¾ tudo isso até a idade de 10 anos, e graças ao paciente e dedicado esforço da professora. Em 1902, com apenas 22 anos, Helen Keller escreveu o livro The Story of My Life (A História de Minha Vida), que se tornaria um best-seller internacional. A partir de então, tornou-se escritora e conferencista, destacando-se na defesa dos direitos dos cegos e dos surdos, além de militar nas causas socialista e feminista. |
Helen Keller, um mito vivo
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O lado feminista de Helen não deve ter gostado do modo como o World referiu-se à professora: Mrs. John Macy (Senhora John Macy). O nome completo dela era Anne Sullivan Macy.
"Roland Garros" é um nome caro aos brasileiros, devido às três vitórias do tenista Guga no torneio parisiense que homenageia aquele antigo herói francês. Justamente em 1913, no mês de setembro, o aviador Roland Garros conseguiu o feito pelo qual passou à História: a primeira travessia aérea do Mediterrâneo. E um outro fato histórico liga Roland Garros ao Brasil: seu professor de pilotagem foi ninguém menos que Alberto Santos Dumont. O aviador francês também foi o primeiro piloto de combate do mundo, realizando sua primeira missão em abril de 1915. Nela, derrubou dois aviões alemães. A notícia abaixo, de abril de 1913, é anterior à histórica travessia do Mediterrâneo. Roland Garros foi um dos quatro participantes da primeira competição aérea da História, o Troféu Schneider, realizada entre pilotos de hidroavião. |
Roland Garros, aluno de Santos Dumont
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| Na Literatura, o escritor norte-americano Henry James ("A Volta do Parafuso") lançava mais um livro, "Um Menino e Outros", de caráter autobiográfico. |
O escritor Henry James
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| Conan Doyle, escritor britânico que criou o Sherlock Holmes, continuava a publicar seus contos na revista Strand, a mesma em que lançara as histórias do detetive amador e de seu auxiliar Doutor Watson. |
Conan Doyle na revista Strand
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| Na próxima página, conheça mais fatos e imagens de abril e maio de 1913 que saíram nas páginas do jornal The World. |
| Referência |
| The World, The Press Publishing Company, Nova Iorque, abril-maio de 1913 |
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Páginas iniciais: Roteiro Romanceado | História | Índice Geral
| Década de 10 | O Ano de 1913
Autor: Sérgio Barcellos Ximenes
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