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CRUZADISMO - 14 |
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A "crossword craze" (1924-1925) Uma das apropriações culturais do passatempo no período da crossword craze (o modismo das cruzadas) deu-se na área do cinema. Os exibidores aproveitaram a novidade para atrair pessoas às salas, de várias maneiras: promovendo concursos de palavras cruzadas em que os prêmios eram bilhetes de entrada; realizando concursos durante as sessões, com jogos temáticos; ou ainda exibindo filmetes especiais sobre o passatempo. O jornal português Alvorada, publicado nos Estados Unidos, anunciava em 22 e 23 de dezembro de 1924 uma nova atração nos cinemas.
A imagem abaixo, de um anúncio de 23 de dezembro de 1924 no Alvorada, refere-se novamente ao "enigma de palavras cruzadas" como a "nova atração".
Também em dezembro de 1924, o jornal The Bridgeport Telegram anunciava a película Peter Pan juntamente com a nova atração para os espectadores: as palavras cruzadas resolvidas durante as sessões.
No mesmo dia (31/12/1924), um anúncio do Iowa Theatre no jornal nova-iorquino The Democrat estimulava os apreciadores do passatempo a participarem de um concurso baseado em palavras cruzadas cinematográficas, valendo entradas para as sessões de cinema.
Novamente no Alvorada, em 13 de janeiro de 1925, o anúncio do "enigma de palavras cruzadas":
Este anúncio saiu no jornal The Port Jefferson Echo de 12 de fevereiro de 1925. A atração extra era um "jogo de palavras cruzadas na tela".
No número de 30 de janeiro de 1925, o jornal Jewish Criterion (primeiro jornal judaico impresso em inglês) anunciou "um jogo de palavras cruzadas cinematográfico", assim como um novo jogo de palavras cruzadas musical, como atrações extras da sessão de cinema do filme Cornered.
O jornal estudantil The Daily Illini abordou o modismo em três anúncios de filmes, em 15 e 24 de fevereiro e 15 de março de 1925. No primeiro lia-se "Filmes de palavras cruzadas" e no segundo, "Também [haverá] um divertido jogo de palavras cruzadas, resolvido bem diante de seus olhos". No terceiro, um jogo era destacado como atração extra.
O anúncio abaixo saiu no Winona Republican Herald em 14 de março de 1925.
Os três anúncios seguintes, do Massena Observer (o primeiro) e do Suffolk County News (os dois seguintes), saíram em março de 1925.
O passatempo marcou presença também nestes anúncios de filmes no jornal The Gouverneur Free Press de abril e maio de 1925. No segundo (assim como nos dois anúncios acima), a famosa revista humorística Judge anunciava seus filmes de palavras cruzadas: "o mais novo e o mais divertido dos quebra-cabeças. Uma risada em cada linha".
Os quatro anúncios seguintes são do jornal The Long Islander, em março (o primeiro) e maio (os três seguintes) de 1925.
Novamente no jornal Alvorada, agora em 6 de maio de 1925, anunciava-se "uma nova fita" intitulada "Cross Word Puzzele" (sic).
O jornal The Northern Tribune publicou este anúncio em 27 de maio de 1925.
No Jewish Criterion de 29 de maio e de 10 de julho de 1925 também apareceu o anúncio do jogo da revista Judge numa sessão de cinema.
Na mesma revista, em outubro, o anúncio do "Jogo de Palavras Cruzadas Musicais" como parte da sessão de cinema.
Fontes
Postais, anúncios e cartuns O cartão-postal abaixo foi lançado na Grã-Bretanha em 1925.
Fonte
Usos didáticos das palavras cruzadas O uso didático das palavras cruzadas, experimentado durante a crossword craze (1924-1925), passou a ser recomendado em livros nos anos seguintes. Assim como em tantas outras áreas, tratou-se de uma iniciativa espontânea dos profissionais da área da Pedagogia, ao perceberem o potencial do jogo como recurso auxiliar de ensino. Eis um trecho do livro The Practical Teacher; a Handbook of Teaching Devices ("O Professor Prático; um Manual de Técnicas de Ensino"), de Charles Elmer Holley, lançado em 1927:
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A música e as palavras cruzadas
Fontes
As crônicas e as palavras cruzadas Palavras Cruzadas (1999) Autor: Artur da Távola (Paulo Alberto Monteiro de Barros). "Não sou um inconstante nas minhas definições. Sou um constante nas minhas indefinições. Prefiro assim. "A inconstância é grave falha. A indefinição é virtude rara. "Só define quem teme continuar pensando, quem prefere estratificar ou parar a vida, por parecer mais fácil. "Quem é constante nas próprias definições cristaliza a sua inteligência, está sempre tendo definições a cada passo, acreditando nelas, vive em contradição. Quem é inconstante nas indefinições é um confuso, um inseguro, um eterno troca-troca. "Nem um nem outro. De minha parte, prefiro ser constante nas minhas indefinições. A constância no não se conhecer em nome do vir-a-ser; no aceitar todas as verdades, em vez de uma só; de não se intrometer no fluxo da vida, permanente, obscuro e indefinido. Sempre. "Não conhecer é poder continuar conhecendo, sempre. Mais e melhor. Conhecer é definir; definir é parar; assim como explicar é cristalizar; e justificar é destruir. "A indefinição me faz querer o verso tendo a crônica; preferir o livro, tendo o jornal; almejar a paz vivendo na inquietação; aceitar os torpes, compreender os maus e não entrar em disputa com ninguém. "A indefinição me faz aceitar cada pessoa como é e leva os demais a me atribuírem uma qualidade que não é minha, é dela (indefinição). Quem me chamar de bom confundirá a capacidade de aceitação plena de pessoas e fatos, com bondade. Bondade é uma ação na direção do outro. Os definidos (quando bons) são muito mais bons do que nós. Mas a mansidão de nossa compreensão, nossa recusa às verdades absolutas, nossa expectativa ante o enigma, tudo isso é confundido com bondade apenas porque nada impõe, pede, cobra ou exige dos outros. As vezes somos lúcidos demais para podermos ser bons. "A realidade é sempre mais ampla. Ao aprisioná-la (sempre por momentos), não a retemos. Sabê-la é transformá-la. Verbalizá-la é privá-la de plenitude. A palavra não esgota a realidade. E até para pensar ou só tenho palavras. Palavras cruzadas. Jogo de palavras. "Sou constante nas minhas indefinições. Como o vento que não sabe porque sopra. Mas é constante. Na sua indefinição de direções. "Desculpe, doce leitora e fero leitor. Hoje acordei assim, cheio de papo cabeça. Nesses dias, a gente escreve mais arrevezado que trânsito em rua com obra às seis da tarde."
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Os filmes e as palavras cruzadas O seriado The Smoking Room ("A Sala de Fumantes") foi exibido em 2004 e 2005 na TV britânica. A comédia de situação (sitcom) ambientava-se na sala de fumantes de uma empresa, na qual quatro colegas se reuniam para fumar, conversar e contar casos. Um dos personagens, Barry, aficionado por palavras cruzadas, vivia tentando resolver o jogo diário do jornal, mas apesar de se achar um craque, era seu amigo Robin que o ajudava a encontrar as respostas.
A arte e as palavras cruzadas Obra de Francine van Hove, pintora e desenhista famosa por seus nus femininos.
Na página de onde foi copiada a imagem (link abaixo), pode-se ler o poema "Palavras Cruzadas".
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Livros sobre as palavras cruzadas Io Cruciverbo... e Tu? ("Eu Faço Palavras Cruzadas... e Você?") é o curioso título do livro da italiana Michele Francipane, lançado em 1999. O subtítulo: Guida pratica a tutti i giochi enigmistichi, amica dei risolutori, utile agli autori (Guia prático de todos os jogos enigmísticos, auxiliar para os solucionadores, útil para os autores). A obra oferece 555 jogos para resolver, dos mais variados tipos.
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Jogos baseados nas palavras cruzadas Abaixo, o jogo de tabuleiro intitulado Le Croisillon, lançado na França.
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Produtos temáticos CONJUNTO DE TOP E MICROSSAIA
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Revistas de palavras cruzadas ESTADOS UNIDOS
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Sérgio Barcellos Ximenes |
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