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CRUZADISMO - 7 |
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A "crossword craze" (1924-1925) Ao perceberem a popularidade do novo passatempo, os jornais aproveitaram o modismo para atrair leitores por meio de concursos de palavras cruzadas. Os anos de 1924 e 1925 marcaram o auge desse aproveitamento comercial. Desde 1922, pelo menos, os concursos eram realizados, mas não por jornais, e sim por clubes, como revela o jornal The Courier and Freeman (Potsdam, Nova York), edição de 23 de agosto daquele ano.
Em 11 de dezembro de 1924, o jornal Port Jefferson Echo, de Nova York, oferecia um dólar à primeira pessoa que enviasse uma resposta certa do jogo semanal de palavras cruzadas.
No Canadá, o jornal Manitoba Free Press de 4 de dezembro de 1924 dava uma página de destaque a seu concurso, mostrando fotos dos vencedores e um novo jogo também valendo prêmio. O jornal oferecia um total de 50 dólares por concurso, realizado três vezes por semana.
O jornal The Galveston Daily News, do Texas, oferecia bilhetes de entrada para peças teatrais aos vencedores de seu concurso (31/12/1924).
Já o Journal and Republican, de Nova York, publicava um anúncio de outro jornal, o Observer Dispatch, cuja edição dominical prometia 3 dólares ao vencedor de seu concurso semanal (11/12/1924).
O mesmo anúncio foi publicado um dia depois no jornal Tupper Lake Herald, também de Nova York.
O jornal The Long Islander, também de Nova York, publicou em 7 de novembro de 1924 este anúncio do New York Herald Tribune, que prometia a inscrição dos vencedores numa lista de honra e a concessão de um certificado aos premiados.
O jornal canadense Winnipeg Free Press promovia três concursos de palavras cruzadas por semana, em novembro de 1924.
Fontes
A música e as palavras cruzadas
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A literatura e as palavras cruzadas O livro The Writer's Desk ("A Escrivaninha do Escritor", de Jill Krementz, com introdução de John Updike), foi lançado em 1996 pela editora Random House e apresenta 58 fotos em preto e branco de escritores em seus quartos de trabalho. Autores como P. G. Wodehouse, John Irving, Stephen King, Toni Morrison, Pablo Neruda e John Updike também revelam aspectos particulares e curiosos sobre a rotina do trabalho literário. A foto de Kurt Vonnegut mostra o autor descalço e em roupão de banho, resolvendo um jogo de palavras cruzadas.
A autora, entrevistada por Brian Lamb, contou sobre o hábito do escritor e marido, Kurt Vonnegut: "Ms. KREMENTZ: That's true and he's wearing his pajamas. That's in our house in Sagaponack. What's interesting about that photograph to me is it reflects a ritual o--for Kurt. It happens to be doing The New York Times crossword puzzle in ink. He is really incapable of writing before he has done that puzzle. And I think that a lot of writers have rituals and a lot of the writers talk about these rituals."
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Os filmes e as palavras cruzadas Wordplay ("Brincando com as Palavras", 2006) é o título do documentário de Patrick Creadon estrelado por Will Shortz, o editor das palavras cruzadas do New York Times. Dele também participam vários criadores norte-americanos do passatempo, além do ex-presidente Bill Clinton, assumido apreciador das cruzadas do Times.
Imagens da capa dos DVDs.
Na foto abaixo, Tyler Hinman, Jon Delfin, Will Shortz e Merl Reagle (atrás), e Trip Payne, Ellen Ripstein e Al Sanders (à frente).
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As crônicas e as palavras cruzadas Todo o apoio ao MST (2002) Autor: Diogo Mainardi. "Sou viciado em jornais e revistas. Não consigo passar um dia inteiro sem lê-los. No sábado, infelizmente, o único jornal disponível no vilarejo mais próximo do sítio era o Extra. Você não tem idéia de como o Extra é ruim. Por causa de meu vício, porém, acabei lendo-o de ponta a ponta. Fiz até as palavras cruzadas. Nas palavras cruzadas do Extra, aparece, por exemplo, o desenho de um cavalo. Você tem de preencher os quadradinhos horizontais com C-A-V-A-L-O. Já nas verticais há o desenho de um carro de corrida. Você enfia lá: C-A-R-R-O-D-E-C-O-R-R-I-D-A. Estimulado por esse duro desafio, no dia seguinte, além do Extra, comprei a revista Coquetel, em sua versão mais difícil. Eu não fazia as palavras cruzadas da revista Coquetel havia décadas. Tudo continuava perfeitamente igual. Figura bíblica? Noé. Interjeição mineira? Uai. Muro, em francês? Mur. Começo, origem? Incunábulo. Cinema? A sétima arte. "Somos muito fracos em matéria de palavras. [...]"
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As citações e as palavras cruzadas "Working out the title for a book is as interesting an occupation as filling up a cross-word puzzle." (Kermit Roosevelt.) Tradução:
"Tentar encontrar o título para um livro é uma ocupação tão interessante quanto preencher um jogo de palavras cruzadas."
Livros sobre as palavras cruzadas Em 1925, a National Puzzlers' League (Liga Nacional dos Enigmistas) lançava Real puzzles; a handbook of the enigmatic art ("Jogos de Palavras de Verdade; um manual sobre a arte enigmática"), destinado a combater o modismo das palavras cruzadas. Os autores John Q. Boyer, Rufus T. Strohm e George H. Pryor procuravam mostrar que o enigmismo oferecia jogos muito mais interessantes e diversificados que as palavras cruzadas então disponíveis nos jornais e livros, de nível técnico e cultural primários. Um esforço louvável mas inútil. Nos anos seguintes, a diversidade que caracterizava as colunas de jogos de palavras em jornais e revistas dos Estados Unidos seria aos poucos substituída pelo passatempo único, em termos de consumo de massa.
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A arte e as palavras cruzadas A pintura mostrada abaixo intitula-se Crossword Puzzle e foi criada pelo artista Frank Morrison.
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Jogos baseados nas palavras cruzadas O jogo de tabuleiro abaixo, intitulado Crossword Game, foi lançado no Japão.
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Produtos temáticos SANDÁLIAS
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Revistas de palavras cruzadas FRANÇA
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Sérgio Barcellos Ximenes |
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