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A Primeira Guerra, em 1918

  A guerra no "Minneapolis Journal"

Em 2 de abril de 1917, o Presidente Woodrow Wilson solicitou ao Congresso a permissão para declarar guerra à Alemanha, motivado pelo ataque de submarinos a navios norte-americanos na costa dos Estados Unidos. Inicialmente, Wilson calculou em 500.000 o número de militares necessários ao combate na Europa. O pedido foi aceito quatro dias depois.

Em junho de 1918, o Minneapolis Journal registrava em suas páginas o quarto aniversário do assassinato do arquiduque Franz Ferdinand, que dera origem à guerra. Nas edições diárias, o jornal publicava matérias extensas sobre o conflito, além de lhe reservar a seção especial "Esta data na História", na qual lembrava os fatos marcantes da guerra.

A Primeira Guerra Mundial
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  O esforço de guerra

O esforço de guerra envolveu todos os setores da sociedade dos Estados Unidos. A venda dos bônus e dos selos da liberdade, da qual até crianças participavam, ajudava a financiar as iniciativas do Governo; os astros do Teatro visitavam os campos franceses para incentivar os soldados; motoristas inscreviam seus automóveis para ajudar no transporte de material da Cruz Vermelha.

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  Todos a favor da guerra, por bem ou por mal

Por outro lado, o Governo lançava medidas restritivas às manifestações contra a guerra ou o recrutamento. E impunha uma escolha: trabalhar ou ir para a cadeia. O alistamento obrigatório levou à intensificação da campanha patriótica na imprensa. Repare na imagem do alemão gigantesco ameaçando tomar o Capitólio, sede do Congresso dos EUA.

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  A paranóia da guerra

Entre os receios estranhos causados pela guerra estavam a restrição de importação de selos, por suspeita de uso para a transmissão de mensagens secretas pelos alemães, e as supostas cartas destes, alertando as esposas dos combatentes sobre infidelidades dos maridos.

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  Aproveitando a guerra

Os políticos aproveitavam a guerra para associar seus nomes a mensagens patrióticas, e a publicidade associava seus produtos aos combatentes na frente de batalha.

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  Racionando tudo

O racionamento voluntário ou forçado atingia tudo: limonada, bolos, tortas (conselhos para evitar o consumo), sabonete (dicas para a produção doméstica), roupas de atletas (a louca idéia de uniformes de papel), as roupas dos civis (cuidados para durarem bastante), sapatos (proposta de padronização de modelos), serviços automobilísticos (a cargo dos próprios motoristas), gasolina (não vendida aos domingos)

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  As mulheres e os idosos

A mídia incentivava as mulheres a relatar experiências constrangedoras derivadas do esforço de guerra, visando criar um espírito de sacrifício. E os mais velhos eram chamados ao trabalho em escritórios, para suprir a ausência de trabalhadores jovens convocados para a guerra.

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  Fogueira patriótica

A queima de livros era exaltada na imprensa, quando se tratava de obras alemãs. E cidadãos exaltados juravam jamais comprar ou utilizar um produto do inimigo.

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  O custo da guerra

O esforço de guerra custava bastante ao país, levando ao racionamento do uso de ferro e aço. Thomas Edison, o inventor da lâmpada elétrica, criticava o Governo, propondo o incentivo à produção e não ao racionamento.

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  A guerra na costa

Os submarinos alemães continuavam atuando na costa dos Estados Unidos. De maio a junho daquele ano (1918), o Minneapolis Journal registrava o ataque bem-sucedido a 10 navios nacionais. A situação aflitiva incentivava exageros, como o ataque militar a baleias e tubarões, confundidos com submarinos, e o alarme de que os submarinos alemães teriam levado o vírus da gripe ao país. A razão da suspeita? O comportamento estranhamente humano dos militares alemães, que tinham dado comida e água aos sobreviventes de seus ataques.


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  O medo dos ataques aéreos

Depois dos submarinos, os aviões e os zepelins. Em Nova Iorque, os luminosos foram proibidos à noite e sirenes foram instaladas para alertar sobre a ocorrência de ataques aéreos. Os articulistas teorizavam sobre os avanços conseguidos pelos alemães na construção de aeronaves.

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  Os americanos em Paris

O número de militares americanos na França chegava a 900.000. A tragédia da guerra gerava centenas de milhares de refugiados, especialmente mulheres e crianças.

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  Os ataques do aliados

Os jornais noticiavam ataques e sucessos dos militares aliados, exaltando a "maior invasão da História" entre países separados pelo oceano.

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  Os gases mortais

O uso do gás como arma de guerra era livre, para os dois lados.

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  A penúria dos londrinos

Na Grã-Bretanha, o racionamento atingia até os fósforos. Os cães passavam fome nos lares, onde as rações caninas foram substituídas por biscoitos, ou então eram requisitados para a guerra.

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  Carne de são-bernardo

Pior destino tiveram os são-bernardos de um mosteiro dos Alpes: viraram alimento dos monges, devido à falta de comida causada pela guerra.

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  A visão freudiana

Sigmund Freud, o criador da psicanálise, aproveitava a guerra para divulgar sua teoria sobre a natureza humana.

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  Os benefícios da guerra

Além da união no plano interno e da capacitação militar no plano externo, a Primeira Guerra faria dos Estados Unidos uma nação credora de vários países europeus, e causaria o desenvolvimento acelerado de suas indústrias, especialmente no setor militar. As notícias do Minneapolis Journal mostravam a rápida construção da infra-estrutura para a supremacia militar, reforçada e consolidada mais tarde durante a Segunda Guerra, quando o país passaria novamente por esse processo financeiro e industrial.


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  Carência tecnológica

É difícil imaginar a situação: o Governo de um país poderoso solicitando a seus cidadãos que entreguem fotos de regiões alemãs, para servirem de orientação aos soldados. Outra: apesar da atuação de aeronaves, canhões e submarinos, havia a expectativa de que a luta com baionetas e rifles seria decisiva naquela guerra.

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  O Brasil na guerra

O esforço brasileiro de guerra foi exaltado em matéria do Minneapolis Journal, na qual se informava o total da população nacional, na época: 25 milhões de habitantes.

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Fonte

  . The Minneapolis Journal, 1918.

 

 

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