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As Mulheres e os Negros em 1918

  Os negros na guerra

Além de propiciar uma integração maior de mulheres e idosos à sociedade norte-americana, a guerra proporcionou um rápido contraponto ao modo como o negro era oficialmente tratado. Nada que representasse uma mudança radical de rumos: entre 1882 e 1944, houve um linchamento de pessoa negra por semana nos EUA; somente em meados da década de 60 os negros seriam legalmente igualados aos brancos como cidadãos norte-americanos.

Treinados e convocados para a guerra por um país que os oprimia, os negros recebiam elogios da mídia por sua bravura. Enquanto isso, o governo e os jornais rejeitavam acusações de que eles estavam sendo sacrificados nos campos de guerra para poupar a vida dos soldados brancos, acusações atribuídas à propaganda inimiga. E afirmavam que os freqüentes linchamentos de negros nos estados sulistas eram instigados por ... propagandistas alemães.

As mulheres e os negros
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  As mulheres e os jornais

A ida dos homens à guerra gerou mudanças nítidas no conteúdo dos jornais. O aumento proporcional do número de leitoras levou os periódicos a aumentar o material destinado às mulheres. Em especial, surgiram cadernos, seções e colunas de temática feminina. A mudança refletiu-se também na criação do conteúdo: várias mulheres passaram a ser colaboradoras e colunistas, escrevendo assuntos de interesse de suas irmãs de condição.

No conteúdo regular, notícias davam conta do aumento da participação feminina em áreas antes exclusivas dos homens, além de exaltar o trabalho patriótico realizado por clubes femininos, em todo o país.

As mulheres e os negros
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  A ilusória igualdade trabalhista

Pela primeira vez na história daquele país, uma ocupação garantia salários iguais a homens e mulheres. A iniciativa do governo visava atrair mulheres ao trabalho na indústria bélica.

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  As mulheres na guerra

As mulheres também passaram a exercer funções diretamente relacionadas com a guerra, como as de motorista de automóveis militares e de enfermeira. E, quando integradas ao governo, podiam servir em qualquer lugar do país.

As mulheres e os negros
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  Tem mulher na área

A tradicional influência civilizadora da mulher foi registrada pelo Minneapolis Journal, em matéria sobre a presença feminina nos campos de treinamento militar no país. Os soldados passaram a "manter as mãos limpas e a pentear os cabelos", depois da chegada de suas colegas de trabalho.

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  As vítimas femininas

Na Europa, entretanto, a situação era bem diferente. A estimativa das vítimas femininas da guerra chegava a 750.000 mortes.

As mulheres e os negros
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  Elogios à mulher

Aos contemporâneos, parecia que um novo tempo chegara. Na Grã-Bretanha, o rei inglês elogiava o trabalho dedicado e extenuante das mulheres.

As mulheres e os negros
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  Um mundo das mulheres?

Na França, decretava-se o fim da supremacia masculina, por contingência da guerra. Nos Estados Unidos, cogitava-se a independência financeira da nova mulher, que a faria prescindir da obrigação de casar-se. Na Europa, a mortandade masculina sugeria um mundo em que as mulheres seriam maioria.

Tal como viria a acontecer na Segunda Guerra, previsões apressadas de igualdade entre os sexos seriam contestadas concretamente pela volta dos militares ao lar, pela ocupação masculina das funções antes destinadas às mulheres e pela necessidade de geração de filhos, típica de todo pós-guerra.

As mulheres e os negros
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  O mundo real

A realidade doméstica nos EUA diferia bastante do mundo ideal prometido no pós-guerra: as mulheres sequer possuíam carteira de identidade.

As mulheres e os negros
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  O direito ao voto

E elas podiam votar, mas não podiam ser votadas. As sufragistas só conseguiriam a histórica vitória legislativa em 1920. O Minneapolis Journal acompanhou a sua luta pelo direito de voto, naquele mês de junho de 1918, obstaculizada por manobras no Senado. Uma das propostas revelava que, na inferioridade atribuída pela sociedade masculina às mulheres, havia um subgrupo tido como ainda mais inferior: o das mulheres negras, especialmente as do Sul do país, que um senador pretendia excluir do direito de voto, caso ele fosse aprovado.

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Fonte

  . The Minneapolis Journal, 1918.

 

 

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