Roteiro
Romanceado

UM ATALHO PARA NUNCA MAIS

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Um futuro inevitável?

  O primeiro roteiro romanceado, Um Atalho para Nunca Mais, explora a crescente influência da mentalidade publicitária no mercado editorial.

Quem acompanha as notícias sobre o meio literário sabe que, há muito, o livro deixou de ser considerado apenas um bem cultural, para ser visto também (e às vezes exclusivamente) como um produto econômico. Deve ter notado ainda que o novo enfoque estendeu-se à pessoa dos escritores, levando à exigência de um bom desempenho nos meios de comunicação, ou seja, da capacidade de se "venderem" ao público.

  A "compra do passe" de escritores já se tornou realidade no Brasil, assim como, no mundo, tornou-se comum a campanha milionária de lançamento de um novo livro de autor consagrado, com o uso de todos os recursos de marketing normalmente empregados para a venda de outros produtos.

  Nesta Era da Mídia, alguns escritores mais intuitivos (ou espertos) resolveram aproveitar a tendência, criando para si mesmos uma persona cujo impacto social às vezes supera em muito o da própria obra.

Nos Estados Unidos, as empresas denominadas book packagers ("empacotadoras de livros"), responsáveis pela produção de livros atribuídos a autores inexistentes, conseguem emplacar sucessos seguidos na lista dos mais vendidos, às vezes vários livros numa mesma lista.

  Os indícios são consistentes e variados. E eles apontam para um crescente conflito entre a defesa dos valores literários e a necessidade de retorno financeiro do investimento cultural. Entre a arte e o comércio. Entre a essência e a aparência. Ninguém precisa de tempo para responder à pergunta: "Quem está ganhando?".

  A história contada no primeiro roteiro romanceado parte desses indícios e projeta a situação no futuro, revelando o final do caminho dessa evolução lógica.

  O que aconteceria se os valores da Publicidade dominassem a Literatura, como atualmente dominam, especialmente em épocas de campanha eleitoral, a Política? Como seria um mundo onde a arte literária estivesse atrelada, como meio, à realização de grandes negócios, seu verdadeiro fim?

  Heraldo, um romancista inédito, descobre que esse mundo já é realidade. E se torna peça fundamental de uma campanha inédita na história da Publicidade e da Literatura.

  Ao mesmo tempo, Heraldo vive uma aventura de iniciação nos bastidores reais do mundo literário, descobrindo práticas e valores bem diferentes daqueles assumidos socialmente por seus representantes.

  A campanha publicitária é bem-sucedida. Mas, para o agora escritor, a realização tão desesperadamente ansiada não se distingue da certeza da degradação pessoal. E algo precisa ser feito para honrar seus antigos sonhos artísticos.

  Lançamento

Ainda não há previsão do lançamento desta obra.

O roteiro romanceado é o cinema da imaginação.

Sérgio Barcellos Ximenes
2005/2010