Roteiro
Romanceado

PROJETO PESSOAL

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Nesta página exponho meu projeto para o roteiro romanceado, revelando as escolhas artísticas quando ao conteúdo geral das obras e a linha central de desenvolvimento das primeiras histórias.
 

LINHAS GERAIS

  Cada roteiro romanceado será elaborado visando à integração de sete níveis, que representam sete objetivos gerais do autor.

A) O CONTEÚDO DAS OBRAS.

  1. O nível individual da história.

Corresponde ao personagem central.

"Personagem central" é aquele cujo destino serve de foco para o narrador da história.

O objetivo geral do autor, neste nível, é revelar a cara do ser humano, ou seja, traçar um panorama de algumas das mais importantes experiências subjetivas e objetivas para a nossa espécie. Cada roteiro romanceado abordará uma experiência diferente, representada pela necessidade, carência ou objetivo do personagem central.

. Exemplos de experiências subjetivas importantes: amar e ser amado, realizar-se profissionalmente, atribuir um significado construtivo à vida pessoal.
. Exemplos de experiências objetivas importantes: garantir a sobrevivência física, conseguir uma situação financeira confortável, gozar de liberdade pessoal.

Relacionada a essa experiência de natureza universal, de grande importância para o personagem, a ponto de constituir sua principal motivação, sempre existirá uma questão humana subjacente: a falha trágica, isto é, alguma atitude, sentimento, bloqueio, crença, comportamento etc. que impeça o personagem central de vivenciar a experiência altamente valorizada.

Muitas vezes, as circunstâncias externas a uma pessoa dificultam o acesso a alguma experiência importante, mas quase sempre são as circunstâncias internas que cumprem uma função decisiva nessa incapacidade de atingir o objetivo pessoal.

A falha trágica, em geral de natureza inconsciente para o personagem, pressupõe uma necessidade psicológica: a sua superação, conquista que representará um meio para o fim real, ou seja, a possibilidade de vivenciar a experiência altamente valorizada.

O nível individual da história consistirá da jornada interior do personagem central, desenvolvida em quatro fases:

1. Na luta para viver a experiência tão desejada, o personagem sofre as conseqüências negativas de sua falha trágica, mas ainda não é capaz de fazer a relação de causa e efeito entre elas (a falha e as conseqüências) e de perceber a real natureza de seu problema.
2. O personagem reconhece que um determinado traço de personalidade é a sua falha trágica, e reconhece também a importância dela em sua vida e na dificuldade enfrentada ao tentar vivenciar a experiência desejada.
3. O personagem atua no sentido de superar a falha trágica.
4. Superada a falha, ele busca então vivenciar a experiência subjetiva ou objetiva, no grau máximo permitido por suas circunstâncias internas e externas.

Explicações adicionais

O conteúdo deste nível pode ser visto como um estudo sobre a relação do ser humano com a experiência subjetiva ou objetiva, de natureza universal, valorizada pelo personagem. Trata-se, porém, de um estudo psicológico situado no nível artístico (isto é, subjetivo) e não no nível acadêmico (isto é, científico). Arte não é Psicologia.

A experiência buscada pelo personagem, devido ao caráter universal, serve de ponto de identificação do leitor com ele.

O autor pretende tornar o personagem central, ao final da leitura, um símbolo humano da experiência central deste nível da história.

Este é o nível do ser consigo (ou do ser para si) e do ser no espaço e no tempo individuais. O espaço individual é o lugar ocupado pelo personagem central no Universo; o tempo individual é o seu período específico de vida, abordado pela história.

A presença deste nível adiciona densidade humana à história.

  2. O nível social da história.

Corresponde ao ambiente principal da história.

"Ambiente principal" é aquele onde o personagem central viverá suas aventuras e buscará a satisfação da experiência altamente valorizada por ele. O ambiente principal serve de contexto para o foco da história.

O objetivo geral do autor, neste nível, é revelar a cara da sociedade atual, ou seja, traçar um panorama de alguns dos mais importantes problemas sociais, brasileiros e internacionais. Cada roteiro romanceado abordará um problema social diferente.

Esse propósito implica a exploração dos bastidores de uma área de atividade humana. Implica também a revelação, pelo autor, de um enfoque original a respeito de um ou vários aspectos dessa área.

Da mesma forma que, no nível individual, o personagem central não está consciente de determinado problema psicológico, o autor pretende mostrar que a sociedade não está consciente de (ou não está tratando com a atenção necessária) determinado problema social, relacionado aos bastidores da área abordada pela história.

Esse problema social será vivenciado pelo personagem como um obstáculo à satisfação da experiência altamente valorizada. Assim como, no nível individual, existem a motivação (o aspecto positivo) e a falha trágica (o aspecto negativo, ou obstáculo interno), no nível social existem a oportunidade de satisfação da experiência (o aspecto positivo) e o problema social (o aspecto negativo, ou obstáculo externo à experiência).

No nível individual ocorrerá a superação da falha trágica, pelo personagem central. No nível social ocorrerá a revelação do problema coletivo, pelos eventos da história.

O nível social da história consistirá da jornada exterior do personagem central, desenvolvida em quatro fases:

1. O personagem identifica no ambiente principal da história a oportunidade de satisfação da experiência altamente valorizada.
2. O personagem toma iniciativas que geram dois efeitos: um efeito emocional (a frustração derivada do fracasso das iniciativas) e um efeito intelectual (o conhecimento da força do problema social com o qual se defronta).
3. O personagem consegue superar sua falha trágica (mesmo passo 3 do nível individual).
4. Superada a falha, ele busca vivenciar a experiência subjetiva ou objetiva, no grau máximo permitido por suas circunstâncias internas e externas (mesmo passo 4 do nível individual).

Explicações adicionais

O conteúdo deste nível pode ser visto como um estudo sobre o problema social abordado na história. A exemplo do nível individual, em que o autor explora a sua versão da psicologia do personagem, também no nível social a descrição do ambiente principal e a abordagem do problema obedecem à verdade artística do autor, não se constituindo numa reprodução naturalista de lugares, objetos e pessoas, ou numa análise científica daquele problema. Arte não é Sociologia.

Neste nível revela-se de modo mais nítido o tema a ser desenvolvido em toda a obra do autor, no segundo plano das histórias: "A verdade está nos bastidores". Em cada área social abordada, o foco estará em seu lado oculto. Três exemplos:

1. Um Atalho para Nunca Mais - os bastidores da Literatura.
2. Diário de uma Criança Lentamente Assassinada - os bastidores da família.
3. Eu Sou um Corrupto - os bastidores da sociedade brasileira.

Repare que o mesmo tema estará presente no nível individual: a falha trágica corresponde a um elemento importante dos "bastidores" da personalidade humana.

Assim como, na forma do roteiro romanceado, romance e roteiro se combinam para gerar um terceiro gênero, no conteúdo do roteiro romanceado o nível individual e o nível social da história se combinam para gerar uma situação dramática. A união dos elementos derivados de duas origens diversas acontece de maneira harmônica, nos dois casos.

A presença simultânea destes dois níveis de conteúdo na história evita dois problemas comuns em obras de ficção:

1. A atmosfera claustrofóbica, limitada, confessional e excessivamente emotiva das histórias centradas no mundo interno de um personagem. A psicologia levada ao extremo.
2. A atmosfera fria, intelectualizada, mecânica e quase desumana das histórias centradas no mundo exterior ao personagem. A sociologia levada ao extremo.

O nível social é o nível do ser com os outros (ou do ser para os outros) e do ser no espaço e no tempo sociais. O espaço social é o meio social onde vive o personagem central; o tempo social é a época em que ele vive.

A presença deste nível na história adiciona perspectiva externa ao nível individual.

  3. O nível mítico da história.

Corresponde à Terra e ao Tempo, tomados como fatores indissociáveis da existência humana.

O conteúdo deste nível servirá de contexto mais amplo para a história.

Atribui-se à história uma dimensão mítica quando ela se vale de arquétipos. Existem arquétipos de personagens, de situações do enredo e de ações dos personagens.

"Arquétipo" é um modelo reconhecido pelos níveis mais profundos da mente humana (para alguns, o inconsciente coletivo), por estar dotado de duas qualidades:

1. Longevidade - existe desde tempos imemoriais.
2. Simbolismo - representa com fidelidade alguma verdade humana.

O objetivo geral do autor, neste nível, é revelar a cara do destino humano, ou seja, traçar um panorama da jornada humana no mundo. Cada roteiro romanceado abordará uma jornada diferente. Cada jornada contará a história de um personagem central no contexto de um meio social específico.

Do ponto de vista do personagem central, os arquétipos podem representar forças negativas, contrárias ao seu intento, ou positivas, favoráveis a ele.

O nível mítico da história consistirá da incorporação de arquétipos pelos personagens, da interação desses personagens com outros arquétipos, e da vivência de situações arquetípicas, tanto na jornada interior quanto na jornada exterior do personagem central.

Explicações adicionais

O conteúdo deste nível pode ser visto como um estudo sobre a passagem do ser humano no mundo, em seus vários caminhos possíveis. A exemplo do que já foi explicado nos níveis individual e social, esse estudo terá caráter subjetivo, e não objetivo: representa uma verdade artística, válida talvez somente para o autor. Arte não é Filosofia.

A existência dos dois outros níveis do conteúdo (o individual e o social), além deste, impede que a história se torne abstrata e distante do mundo real, efeito quase inevitável se ela fosse totalmente centrada no nível mítico.

No âmbito dos valores, se o primeiro nível trata de valores individuais e o segundo, de valores sociais, este nível será centrado nos valores ditos "espirituais". As aspas são necessárias porque eles não estarão associados a nenhuma doutrina, seita ou religião.

Assim como o nível individual refere-se aos "bastidores" da personalidade e o nível social refere-se aos bastidores da sociedade, ambos na parte relativa aos obstáculos à busca do personagem central, também o nível mítico mostrará um lado oculto e desfavorável ao objetivo desse personagem: os "bastidores" da espécie humana.

O nível mítico é o nível do ser com o Ser (ou do ser para a vida) e do ser no espaço e no tempo universais. O espaço universal é a Terra; o tempo universal é o período de existência da espécie humana neste planeta.

A presença deste nível na história completa o processo de ampliação do âmbito do conteúdo: do indivíduo para a sociedade e desta para a totalidade da existência humana.

. Resumindo:

NÍVEL INDIVIDUAL NÍVEL SOCIAL NÍVEL MÍTICO
Cara do ser humano Cara da sociedade atual Cara do destino humano
Foco da história Contexto imediato da história Contexto mais amplo da história
Personagem central Ambiente principal Terra e Tempo
Valores individuais Valores sociais Valores "espirituais"
Busca da experiência
Principal motivação
Oportunidade de satisfação
Principal fator de atração
Forças arquetípicas favoráveis à busca
Obstáculo interno
Falha trágica + necessidade interna
Bastidores da personalidade
Obstáculo externo
Problema social
Bastidores do ambiente
Forças arquetípicas opostas à busca
Bastidores da espécie
Jornada interior Jornada exterior Jornada humana
Psicologia Sociologia Filosofia
O ser consigo
O ser no espaço e no tempo individuais
O ser com os outros
O ser no espaço e no tempo sociais
O ser com o Ser
O ser no espaço e no tempo universais
Nível profundo da história Nível superficial da história Nível superior da história

B) O GÊNERO.

  4. O nível da forma.

Corresponde ao gênero escolhido pelo autor para a sua história.

Considerando-se o roteiro romanceado como uma forma literária, as várias possibilidades estruturais disponíveis a um autor podem ser denominadas de "gêneros": a história policial, a comédia romântica, o drama social, a ficção científica, a ficção política, o drama familiar etc.

Os gêneros do roteiro romanceado incluem aqueles do romance tradicional, mais os do roteiro de cinema e todas as combinações viáveis entre eles.

O objetivo geral do autor, neste nível, é revelar a cara do roteiro romanceado, ou seja, traçar um panorama de suas possibilidades como uma forma literária.

Explicações adicionais

O propósito de explorar diferentes gêneros permite evitar um problema comum a muitos autores: o desgaste artístico causado pela fixação pessoal em um tema ou um gênero. Devido ao número inicialmente previsto de histórias neste projeto, a exploração servirá também para exercitar a versatilidade pessoal nas áreas de conteúdo e de enfoque temático.

  5. O nível da estrutura.

Corresponde ao enredo.

"Enredo" é a organização temporal dos eventos e das interações entre os personagens, de modo a satisfazer uma intenção artística do autor.

A união do personagem central com o ambiente principal cria uma situação dramática de natureza dinâmica, que leva naturalmente ao desenvolvimento da história. O modo como um autor revela esse desenvolvimento, entretanto, não está determinado pela situação, abrindo a possibilidade de inúmeras variações artísticas.

O objetivo geral do autor, neste nível, é mostrar a cara da história, ou seja, traçar um panorama das alternativas estruturais eficientes que estão disponíveis a um contador de histórias.

Os roteiros romanceados de minha autoria aplicarão a estrutura narrativa conhecida como a Jornada do Herói, identificada por Joseph Campbell em seu estudo das histórias mitológicas e depois adaptada à ficção moderna pelo escritor Christopher Vogler. Introduzi várias modificações nessa estrutura, acrescentando técnicas derivadas do estudo do romance e do roteiro, além de adaptá-la a meus critérios artísticos.

Explicações adicionais

Na análise técnica que sempre será liberada quando do lançamento das histórias, será mostrada a aplicação desse modelo narrativo, em sua forma adaptada pelo autor.

  6. O nível da arte e da técnica.

Corresponde à aplicação de princípios e regras que levam à criação de um roteiro romanceado original e instigante, e que garantem a ele um padrão artístico de qualidade.

As escolhas do autor quanto aos princípios, regras e técnicas sempre refletirão critérios subjetivos, puramente pessoais, e estarão baseadas numa regra geral bem simples: aquilo que aprecio e aprovo como leitor, faço como autor; o que não aprecio e não aprovo como leitor, não faço como autor.

O objetivo geral do autor, neste nível, é revelar a cara da qualidade literária, ou seja, traçar um panorama dos princípios, regras e técnicas mais eficazes na elaboração de uma história ficcional redigida na forma do roteiro romanceado.

Na análise técnica que sempre será liberada quando do lançamento das histórias, será também mostrada a aplicação pessoal dos princípios, regras e técnicas escolhidas para aquele roteiro romanceado específico.

Explicações adicionais

Um dos objetivos específicos deste nível será identificar as regras mais apropriadas a cada gênero do roteiro romanceado, em sua forma-padrão.

. Resumindo:

FORMA ESTRUTURA ARTE E TÉCNICA
Cara do roteiro romanceado Cara da história Cara da qualidade literária
Gêneros Enredo Princípios, regras e técnicas
Obras Jornada do Herói Análise técnica

C) O AUTOR.

  7. O nível do autor.

Corresponde à influência da personalidade do autor nas obras.

O objetivo geral do autor, neste nível, é revelar a cara dele mesmo, ou seja, traçar um panorama constituído por sua visão do mundo, suas idéias, sua concepção literária, seu enfoque único de cada tema e seu estilo particular.

Quatro conteúdos importantes deste nível referem-se ao que o autor tem a dizer sobre:

1. A experiência subjetiva ou objetiva abordada na obra (nível individual).
2. O problema social revelado pela história (nível social).
3. A passagem do ser humano pela Terra e pelo Tempo (nível mítico)
4. A situação do personagem central e o desenvolvimento dela, até sua conclusão (nível estrutural).

AUTOR
Cara do autor
Personalidade
Posições pessoais

OBRAS ESPECÍFICAS

Nesta parte revelarei as idéias centrais para os cinco primeiros roteiros romanceados de minha autoria, alguns deles já em andamento, para que se tenha uma noção da abrangência da obra e da diversidade dos temas.

Cada história vem identificada pelo título e por uma breve descrição, da qual não constam elementos importantes, como o conteúdo dos sete níveis especificados acima.

Nada impede que uma dessas histórias seja alterada, combinada com outra ou mesmo descartada, se o autor assim achar melhor. Tudo é provisório e experimental durante o processo de criação.

Para garantir a primazia das idéias, associo cada uma delas à data de publicação no site. Isso não significa que a idéia tenha sido criada nesse dia. Por exemplo, O Dia em que Deus Quase Perdeu o Poder foi originalmente um conto criado na década de 80, embora tivesse outro desenvolvimento e final diferente do atual. Diário de uma Criança Lentamente Assassinada foi uma história concebida para ser desenvolvida como romance, em meados de década de 90.

O direito autoral brasileiro não protege idéias, somente a utilização concreta de uma idéia num texto acabado. Assim, a melhor política seria nada divulgar aqui. Entretanto, a apreciação do projeto ficaria prejudicada sem a apresentação do conteúdo mostrado abaixo.

Conto, para isso, com uma certeza: a mais humilhante acusação jamais feita a um escritor é a de plágio ou cópia de idéia alheia. Equivale a afirmar: "Você tem um grau tão desprezível de criatividade, que depende das idéias de outras pessoas para escrever suas histórias".

A convicção de que nenhuma pessoa medianamente sensata se exporia a esse risco, ou seja à perda irreparável da reputação artística, é suficiente para mim.

  1. Um Atalho para Nunca Mais (25/4/2005)

Um jovem universitário, desejoso de publicar seu primeiro romance, mas que se crê desprovido de talento e incapaz de obter a aceitação do mercado editorial, consegue a oportunidade tão sonhada ao ser chamado para participar de um projeto publicitário experimental, baseado na total profissionalização da atividade literária, incluindo a fase de criação dos textos.

Aos poucos, descobre o real significado do projeto e tem de se conformar com a perda de controle sobre a própria obra e até mesmo sobre a própria pessoa. Durante esse período, aprende também a verdade sobre os bastidores da Literatura, conhecendo uma realidade bem diferente da imagem idealizada dessa área profissional que acalentava em seu tempo de novato.

O projeto é bem-sucedido, e o agora escritor tem que lidar com as conseqüências internas e externas de sua participação num esquema que passou a representar o oposto de seus valores pessoais e artísticos.

  2. Eu Sou um Corrupto (25/4/2005)

Um empresário bem-sucedido, após fazer o check-up de rotina, recebe a notícia de seu médico: sofre de câncer, de um tipo muito destrutivo, já em estágio avançado.

Inconformado com a frustração do mais caro projeto pessoal (acompanhar o desenvolvimento do filho único, então com 13 anos, e transmitir-lhe sua experiência de vida), o empresário decide deixar com a esposa alguns presentes para serem entregues na data de aniversário do filho, um a cada ano, acompanhado de um texto escrito que contém seus ensinamentos para cada uma dessas idades.

O último presente, reservado para o aniversário de 21 anos do filho, é um livro de ficção escrito por um autor famoso, contratado por ele. Na história, o pai conta a verdade sobre si mesmo e o país onde vive, revelando também as regras de uma sociedade secreta de âmbito internacional, a Ordem, de acesso exclusivo aos membros da elite.

  3. O Dia em que Deus Quase Perdeu o Poder (25/4/2005)

Uma alma recusa-se a seguir o plano de evolução espiritual criado por Deus para os seres humanos, ao descobrir que todo o esforço feito no passado, durante séculos, representou um avanço desprezível nesse caminho, e que terá de voltar à Terra e viver mais uma longa existência, sem nenhuma certeza de evoluir ainda dessa vez.

A rebeldia assumida confunde os responsáveis pela manutenção da ordem no plano espiritual e gera repercussões graves entre as outras almas, criando conflitos cada vez mais intensos.

Vencendo aos poucos a resistência de seus pares, a alma rebelde ganha a confiança de outras almas mais evoluídas, que começam a ajudá-la no sentido de seu principal objetivo: chegar a um confronto direto com o Criador. Esse evento, tão esperado quanto temido por todos, trará conseqüências imprevistas e radicais para aquela alma, para as outras almas e para o destino do ser humano.

  4. Diário de uma Criança Lentamente Assassinada (25/4/2005)

Um menino de sete anos relata, em forma de diário oral, a experiência de viver numa família abusiva e de ser vítima freqüente da violência doméstica. Incapaz de resolver o dilema entre o intenso sentimento de amor pelos pais e a crescente certeza de que eles são seus maiores inimigos, o menino apaga da consciência (e do relato) as cenas de abuso, lidando somente com suas conseqüências.

O avô, consciente da situação mas incapaz de mudá-la, procura aliviar o sofrimento do menino proporcionando-lhe companhia, afeto e meios de compreensão, nem sempre eficazes.

A situação se agrava a partir de uma decisão do menino, vista por ele como a solução do problema.

No "diário", o menino deixa registradas a visão infantil do mundo, do comportamento dos adultos e da natureza humana, e a falta de alternativas de quem sofre do seu problema.

  5. A Turma que Falava Diferentês (25/4/2005)

Seis estudantes da segunda série do ensino médio, alunos de escola pública, recebem da professora de Português a tarefa de fazer um dever sobre os processos de formação das palavras. Ao brincarem de unir aleatoriamente os prefixos, sufixos e radicais, descobrem que podem formar novas palavras cujo significado se torna tão verdadeiro quanto engraçado.

Tomando gosto pela brincadeira, em poucos meses criam um novo idioma, o diferentês, tornando-se alvo de admiração dos colegas. Mas tornam-se também alvo de inveja: vários colegas começam a tramar para fazer parte do grupinho exclusivo ou para obter o segredo do significado das novas palavras.

Enquanto isso, nos seis membros do grupo, o hábito de perceber o que ninguém percebe e de denominar o que ninguém denomina vai influenciando a sua concepção do mundo e distanciando os jovens da forma convencional de interpretação dos fatos. Como resultado, começam a aplicar seu novo poder de percepção aos próprios problemas pessoais, alterando o modo como se relacionam com eles.

Este roteiro romanceado trará 1.000 palavras e expressões do diferentês, com seus significados.

O roteiro romanceado é o cinema da imaginação.

Sérgio Barcellos Ximenes
2005/2010